Google Ads · 11 min de leitura

Como anunciar no Google: o passo a passo completo (2026)

Por MRR Digital Performance · Atualizado em 24 de agosto de 2026

Do zero à primeira campanha no ar: conta, palavras-chave, anúncio, orçamento e medição — com os erros reais que vemos em contas novas.

Anunciar no Google é comprar a atenção de quem já está procurando o que você vende. É diferente de qualquer outra mídia: a pessoa digitou a necessidade dela, agora. Este guia é o caminho inteiro, do que você precisa antes de criar a conta até a primeira campanha rodando com medição.

Antes de criar a conta: três coisas que decidem o resultado

Um destino que converte. Pode ser um site, uma página de destino ou o WhatsApp. O que não pode é mandar o clique para uma home genérica onde a pessoa tenha de procurar o que ela pediu. Anúncio bom com destino ruim é dinheiro no lixo, e é o erro que mais vemos.

Alguém para atender. Anúncio gera contato; venda depende de resposta. Já acompanhamos contas em que o custo por contato estava ótimo e o resultado era zero — porque ninguém respondia o WhatsApp no mesmo dia.

Verba mínima para o algoritmo aprender. Abaixo de R$ 600 por mês, a campanha não sai da fase de aprendizado: o Google não recebe dados suficientes para entender quem converte. Você paga sem chegar à parte em que a conta começa a funcionar.

Passo 1 — Criar a conta do jeito certo

Entre em ads.google.com com uma conta Google da empresa, não pessoal. O Google vai empurrar o Modo Inteligente, que é mais simples e tira de você o controle de palavra-chave, lance e negativação. Procure a opção de alternar para o Modo Especialista antes de criar a primeira campanha — sem ela, quase nada deste guia estará disponível.

Configure o fuso horário e a moeda com cuidado: os dois são definitivos. Errar aqui significa criar outra conta depois e perder todo o histórico.

Passo 2 — Escolher o tipo de campanha

Para a maioria dos negócios que estão começando, a resposta é Pesquisa. É o formato em que o anúncio aparece para quem digitou uma busca — a intenção já existe, você só precisa estar lá.

O Google vai sugerir Performance Max, que espalha o anúncio por busca, YouTube, Gmail, Display e Maps de uma vez. Ele funciona, mas é uma caixa-preta: você vê o resultado somado e não consegue dizer de onde veio. Como primeira campanha, atrapalha o aprendizado — seu e do algoritmo. Deixe para quando a Pesquisa já estiver dando resultado previsível.

Passo 3 — As palavras-chave

Palavra-chave é a busca pela qual você quer aparecer. Três decisões importam mais que a lista em si.

Tipo de correspondência. Ampla mostra seu anúncio para tudo que o Google julgue parecido — e ele julga com muita liberdade. Frase é mais estreita, mas desde 2021 também expande por "mesmo significado". Exata é a mais previsível. Numa conta nova, comece por exata e frase: você compra menos, mas compra o certo.

Intenção, não sinônimo. "Dedetizadora em Londrina" e "como matar barata" contêm as mesmas palavras e são pessoas diferentes: a primeira quer contratar, a segunda quer uma receita caseira. Separe por intenção, não por tema.

Volume real. Use o Planejador de Palavras-chave, dentro do próprio Google Ads, antes de escrever a lista. É comum descobrir que o termo que parecia óbvio tem 20 buscas por mês, e o que ninguém pensou tem 2.000.

Passo 4 — As palavras negativas (o passo que quase todo mundo pula)

Negativa é a busca pela qual você não quer aparecer. É o que separa quem quer contratar de quem quer aprender, trabalhar ou fazer sozinho.

Toda conta nova deveria nascer bloqueando: curso, como fazer, grátis, apostila, PDF, vaga, emprego, salário, download, tutorial. Numa conta de recrutamento que auditamos, mais da metade da verba ia para gente procurando emprego — todo mês, sem que ninguém percebesse, porque o relatório mostrava "cliques" e não "quem".

Revise os termos de busca — o que as pessoas realmente digitaram — toda semana no primeiro mês. É lá que aparecem os vazamentos que nenhuma lista prevê.

Passo 5 — Escrever o anúncio

O anúncio de pesquisa é responsivo: você escreve até 15 títulos e 4 descrições, e o Google combina. Títulos têm 30 caracteres e descrições 90 — e o que passa disso é cortado, então escreva já no tamanho.

Duas regras que valem mais que qualquer fórmula. Repita a busca no título: quem procurou "dedetizadora em Londrina" precisa ler isso no anúncio, ou vai clicar no concorrente que escreveu. E filtre no próprio texto: se você não atende um público, diga. Título que diz "para empresas" faz o consumidor final não clicar — e clique que não acontece é o único que sai de graça.

Passo 6 — Orçamento e lance

O orçamento é diário, e o Google pode gastar até o dobro num dia movimentado, compensando nos dias fracos. O que ele respeita é a média mensal: orçamento diário × 30,4.

Sobre o lance: numa conta sem histórico, estratégias como "maximizar conversões" não têm o que aprender e gastam caro enquanto tentam. Comece com maximizar cliques com um teto de CPC e troque depois de acumular umas 15 conversões. Essa troca no momento certo costuma valer mais que qualquer ajuste de palavra-chave.

Passo 7 — Medir, ou não adianta nada

Sem rastreamento de conversão, o Google otimiza para o clique mais barato — que é justamente o de quem não compra. É o passo que mais gente pula e o que mais custa.

Configure pelo menos uma conversão: envio de formulário, clique no WhatsApp ou ligação. E dê valor a cada uma. Sem valor, o algoritmo trata um clique no WhatsApp e uma venda fechada como a mesma coisa, e persegue o que for mais fácil de conseguir.

Quanto custa anunciar no Google

Não existe mínimo obrigatório: você define o orçamento e para quando quiser. O que existe é um mínimo prático, abaixo do qual o resultado não aparece.

O custo por clique varia enormemente por setor. Serviço local costuma ficar entre R$ 2 e R$ 8. Categorias disputadas — advocacia, saúde, seguros — passam fácil de R$ 30, e há nichos onde o topo da página custa mais de R$ 100 por clique. Consulte o Planejador antes de decidir a verba: é a diferença entre planejar e torcer.

A conta que importa não é o custo do clique, e sim quanto vale um cliente para você. Se um cliente novo vale R$ 3.000 e você fecha um a cada 30 cliques de R$ 8, seu custo de aquisição é R$ 240. O clique caro não é o problema; o problema é o clique que não converte.

Os erros que mais queimam verba no começo

Mandar todo mundo para a home. A pessoa procurou um serviço específico e caiu numa página que fala de tudo. Leve para a página daquele serviço.

Deixar o Display ligado sem perceber. Ao criar a campanha, o Google marca "Rede de Display" por padrão. Numa verba pequena, isso manda seu dinheiro para banner em site aleatório em vez de para quem digitou o que você vende.

Anunciar para o Brasil inteiro sendo local. R$ 600 espalhados por 24 estados são R$ 25 por estado — não compram presença em lugar nenhum. Concentre onde você atende de verdade.

Mexer todo dia. A campanha precisa de dados para aprender. Alterar lance e palavra a cada dois dias reinicia o aprendizado sem parar. Olhe os termos de busca com frequência; mexa na estrutura com parcimônia.

Fazer sozinho ou contratar alguém?

Vale fazer sozinho se você tem tempo para olhar a conta toda semana, o seu setor não é dos caros e você aceita perder alguns meses aprendendo. Muita gente pequena roda bem assim, e não há nada de errado nisso.

Contratar faz sentido quando o clique do seu setor é caro — porque aí cada semana de aprendizado custa dinheiro de verdade —, quando você não tem tempo de revisar termos de busca, ou quando já tentou e o resultado não veio. O custo da gestão só se justifica se ela devolver mais do que custa; peça para quem for contratar mostrar essa conta, não um portfólio.

Perguntas frequentes

Preciso ter site para anunciar no Google? Não obrigatoriamente. Dá para levar direto ao WhatsApp ou usar uma página de destino simples. Mas o destino precisa ser rápido e claro — é ele que converte, não o anúncio.

Em quanto tempo aparece resultado? Os primeiros cliques chegam em horas. Leitura confiável, só depois de algumas semanas — o tempo de o algoritmo sair da fase de aprendizado e de você ter dados suficientes para decidir.

Google Ads ou Instagram? Se já existe gente procurando o que você vende, comece pelo Google: você captura demanda que já existe. Se o seu produto é de descoberta, o Instagram cria a vontade. Não são substitutos.

Posso pausar quando quiser? Pode, a qualquer momento, sem multa. O fluxo de contatos para junto — essa é a diferença para o tráfego orgânico.

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